Leandro chegou sorrindo animadamente para o grupo, parece
que tinha uma novidade para contar.
- Acabei de ouvir uma piada, muito engraçada! – Ele soltou
- Acabei de ouvir uma piada, muito engraçada! – Ele soltou
quase não se aguentando de tanto rir.
Liana o olhou ansiosa imediatamente, queria logo saber que tipo de piada um garoto como ele contaria. Por que ele tinha que ter um senso de humor tão grande e ser perfeito em todos os sentidos?
- Muito bem – começou. – Haviam três homens em um barco, os três caíram na água, mas apenas dois molharam o cabelo, por quê?
- Por que um deles era careca? – Chutou uma das garotas desanimadamente.
- Isso! – Gritou Leandro agitado, apontando para a ganhadora e novamente começou a gargalhar como um doido.
Todos olhavam para ele com uma cara de interrogação. Por que raios ele havia achado aquilo tão engraçado?
Menos Liana, ela também não viu a menor graça na piada, mas estava se divertindo ao vê-lo rir daquela forma. Sorriu para si mesma olhando para o chão pensando em quão bobo ele era. Ao olhar para cima de novo para poder avistá-lo, levou um susto; ele a estava encarando com um sorriso contido nos lábios. Os olhares ficaram ali se sustentando por segundos até ela não aguentar mais e olhar de volta para o chão, enquanto Leandro também fazia o mesmo. O que foi aquilo? Por que ele a estava olhando dessa forma? Era um olhar diferente de fato. Não era um olhar do tipo Oh-você-está- rindo-da-minha-piada. Não. Era algo mais profundo. Era como se aquele olhar pudesse captar todo seu ser, era o olhar mais transparente que já havia sido dirigido a ela. Um olhar de reverencia, admiração. Isso! Admiração é a palavra. Mas Por que ele a olhou dessa forma? Seria somente algo da sua cabeça e aquele não passou de um simples olhar? Não, não pode ser. Aquele olhar tinha força própria, tinha voz, brilho. Não era qualquer olhar, não era algo de sua cabeça. Fora o olhar mais doce dirigido a ela em toda sua vida. E ela pode se sentir abraçada, acalentada. Como um olhar podia fazer tudo isso? Mas fez. E agora aquela sensação não sairia tão cedo de seu coração.
Liana o olhou ansiosa imediatamente, queria logo saber que tipo de piada um garoto como ele contaria. Por que ele tinha que ter um senso de humor tão grande e ser perfeito em todos os sentidos?
- Muito bem – começou. – Haviam três homens em um barco, os três caíram na água, mas apenas dois molharam o cabelo, por quê?
- Por que um deles era careca? – Chutou uma das garotas desanimadamente.
- Isso! – Gritou Leandro agitado, apontando para a ganhadora e novamente começou a gargalhar como um doido.
Todos olhavam para ele com uma cara de interrogação. Por que raios ele havia achado aquilo tão engraçado?
Menos Liana, ela também não viu a menor graça na piada, mas estava se divertindo ao vê-lo rir daquela forma. Sorriu para si mesma olhando para o chão pensando em quão bobo ele era. Ao olhar para cima de novo para poder avistá-lo, levou um susto; ele a estava encarando com um sorriso contido nos lábios. Os olhares ficaram ali se sustentando por segundos até ela não aguentar mais e olhar de volta para o chão, enquanto Leandro também fazia o mesmo. O que foi aquilo? Por que ele a estava olhando dessa forma? Era um olhar diferente de fato. Não era um olhar do tipo Oh-você-está- rindo-da-minha-piada. Não. Era algo mais profundo. Era como se aquele olhar pudesse captar todo seu ser, era o olhar mais transparente que já havia sido dirigido a ela. Um olhar de reverencia, admiração. Isso! Admiração é a palavra. Mas Por que ele a olhou dessa forma? Seria somente algo da sua cabeça e aquele não passou de um simples olhar? Não, não pode ser. Aquele olhar tinha força própria, tinha voz, brilho. Não era qualquer olhar, não era algo de sua cabeça. Fora o olhar mais doce dirigido a ela em toda sua vida. E ela pode se sentir abraçada, acalentada. Como um olhar podia fazer tudo isso? Mas fez. E agora aquela sensação não sairia tão cedo de seu coração.
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- Então, o que você mais gosta de ler? - pergunta Leandro que está em meu quarto, sentado em minha cama, após vasculhar minha estante de livros.
- Romances. Quase todos os livros que eu leio são de romance.
- Por quê?
- Porque são lindos. As histórias são envolventes. Me sinto dentro de um... De um...
- Conto de fadas? - palpita ele.
- Acho que sim.
Ele me da um sorriso debochado.
- O que foi? - pergunto querendo entender.
- Contos de fadas não existem - insensível!
- Eu sei, não espero que o que eu leia aconteça. - tento me explicar cerrando os dentes.
- Humm... Sei.
- É verdade! - protesto ofendida.
- Ok. Acredito - ele levanta as mãos em sinal de rendimento.
Rimos um pouco da situação.
- E você, o que gosta de ler? - pergunto.
- Ficção.
- Ficção não existe na vida real - provoco com um sorriso desafiador.
- E é por isso que eu leio, se eu quisesse algo real eu não estaria lendo e sim vivendo minha própria vida.
Convincente. Devo admitir.
- Eu deveria ter dito isso - resmungo.
- Eu sei, aprenda comigo
- Há há há. Muito engraçado.
Porque parece que eu o conheço há tanto tempo? É Tão fácil conversar com ele.
Leandro começa a olhar para meu quarto e se fixa em vários pontos. Fico olhando para o chão sem graça. De - repente ele se mexe um pouco como se estivesse contendo um riso. Mas não tive a coragem de olhá-lo e conferir. É estranho quando outra pessoa começa a olhar uma coisa que é sua,você fica apreensivo, imaginando o que ele deve estar pensando. Ainda mais o quarto, que é algo tão íntimo, é como se alguém estivesse nos olhando nus. Ok. Exagerei um pouco. Mas senti quase isso enquanto ele realizava sua nada discreta vistoria pelo meu lugar.
- Bonito quarto -ele conclui olhando para mim.
- Obrigada.
Sorrimos um para o outro e um silêncio começa a reinar sobre nós. Começo a olhar ao redor do quarto, como ele acabara de fazer, fingindo estar ocupada. Parei meus olhos no guarda-roupa e depois parei na cômoda, e fiquei boquiaberta! Mordi os lábios e fechei os olhos de tanta vergonha: Um dos meus sutiãs estava alí em cima todo escancarado e com certeza ele viu. Claro, aquela hora em ele estava tentando conter o riso.
- Ai que vergonha! - Disse eu por fim escondendo meu rosto com as mãos.
- O que? - ele perguntou preocupado se aproximando mais e colocando as mãos em meu ombro.
Eu apenas balancei meu rosto energicamente ainda com as mãos sobre eles.
- O que? Do que você está com vergonha? - insistiu.
- Diz que não viu.
- Não vi o que? -levou apenas uma questão de segundos para ele cair na real - ah sim...- senti que ele estava sorrindo enquanto dizia isso.
Levantei minha cabeça e o fitei nos olhos. Engoli em seco. Tenho certeza que minhas bochechas estavam coradas. Continuei o encarando como que perguntando: "o que é que você viu?". Ele apenas desviou o olhar de mim para a cômoda e apontou com o queixo para lá.
Ah, é oficial. Ele o viu. Parece que eu só pago micos quando estou ao seu lado.
- Não se preocupe com isso, Liana.
Eu já nem tinha coragem de olhá-lo.
-Pra você é fácil dizer. - resmunguei.
Ele então sorriu para mim e eu me forcei a não imitar seu gesto. Mas foi inevitável. Aquela situação era engraçada afinal de contas.